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domingo, 9 de agosto de 2020

EXISTE DEMOCRACIA LIBERAL?





Denominar “Democracia Liberal” parte de uma falsa visão a respeito do organismo social. Não se pode misturar “liberdade com estado”, pois esses dois conceitos nos remetem às duas esferas do organismo social trimembrado: “Liberdade”, que deve prevalecer na vida do indivíduo (liberalismo); e “Democracia” que traduz regime político assentado na igualdade entre todos perante a lei (jurisprudência). E para completar, falta a “Economia”, na qual deve vigorar a fraternidade, que significa trabalhar para as necessidades dos outros.

Como a Vida Cultural não existe institucionalmente instalada no mundo, o sentimento da individualidade (ou liberalismo) se manifesta por detrás do Estado, da Economia, da Ciência etc. No entanto é preciso que se reconheça como um membro do organismo social que deve nascer no seio da sociedade como Conselho Cultural. Este deve se preocupar com os assuntos culturais/espirituais e tenha como tarefa a promoção dos mesmos.

Por isso nossa proposta de se criar o Conselho Cultural do Brasil (CCB) em Brasília, como entidade para dialogar com outros dois membros do organismo social. Assim teremos saúde no organismo social trimembrado.

Antonio Marques

PODER MODERADOR- A EXIGÊNCIA DA NOSSA ÉPOCA




Estamos passando por uma crise institucional ímpar, com disputa de poderes entre executivo e judiciário, com apelo às Forças Armadas para agirem como “força moderadora”. Isso decorre da falta de compreensão do que seja um organismo social saudável.

A “polaridade” na política se extrapolou para a sociedade e tenderá a se recrudescer daqui para frente, se não resgatarmos o organismo social sadio nas suas três esferas, que se denomina de “trimembração do organismo social”, através da criação do “Conselho Cultural do Brasil (CCB)” pelo Congresso Nacional, para tornar viável a vida cultural no seio da sociedade, como representante do indivíduo (liberalismo). Dessa maneira o primeiro membro social servirá de norteador das forças sociais e produtivas.

Isso se faz necessário porque daqui para frente, pós-pandemia e nesses anos que se seguirão, em torno de 20 anos, 50% das profissões desaparecerão, por causa da mecanização (robotização), em que o fator mais importante não será o “intelecto” – que se aprende na escola padrão, mas a “consciência” – em que novos valores humanos serão enfatizados. Esse alerta mundial mostra que novos paradigmas sociais devem ser pensados a partir de hoje. Como lidar com essa realidade inusitada? Como preparar a nova geração? Que tipo de ensino? Que tipo de medicina? Quais profissões irão sobreviver e outras que irão existir? Como capacitar as Escolas de Ensino Básico e Profissionalizantes para tamanha mudança? Quem assumirá o papel de orientar nessa empreitada? O Estado? O mercado? Ou o Conselho Cultural do Brasil (CCB)?

Portanto, se não despertarmos para a realidade do organismo social trimembrado, dificilmente se terá este novo membro social e aí a situação social futura será catastrófica. Uma nova ordem social deverá nascer para resgatar a dignidade humana num organismo social trimembrado. Por isso urge a criação pelo Congresso Nacional deste membro social.

O Conselho Cultural do Brasil (CCB) deve ser instalado em Brasília, junto com os demais poderes governamentais, com verba autônoma de custeio, para pagamento de seus funcionários (estes poderão ser remanejados de outros serviços públicos) e para serviços burocráticos, sendo que seus diretores não serão remunerados, pois serão pessoas detentoras de ilibada reputação no âmbito da sociedade, de reconhecida idoneidade moral que possam doar e contribuir com o organismo social saudável.

Portanto, esta é a sugestão deste autor: devemos aproveitar esta chance de crise ou de doença do organismo social polarizado, para repensar as causas da enfermidade social — e a cura será o resgate da Vida Cultural (liberalismo) no seio da sociedade.

Como em qualquer organismo vivo não existe um membro sozinho, o que seria igual a uma perna sem corpo; é preciso entendê-lo como um todo. E o que se presencia hoje é justamente “um membro agigantado”, o Estado mastodôntico (estatização) alternando com o Imperium econômico (neoliberalismo); ou dizendo de outra maneira, vigora atualmente a polaridade “esquerda – direita”. No entanto, para uma nova realidade social, a partir do ponto de vista histórico e por necessidade, o Estado deverá se restringir à sua área de ação (promover “igualdade” entre os cidadãos e manutenção dos serviços básicos - sem bancos e bens de produção) em prol dos outros dois membros. O mesmo se deve exigir da economia (produzir bens para o consumo humano). As independências reivindicadas pela esfera cultural são mais no sentido de crescimento e interdependência, tendo como “causa final” o engrandecimento da totalidade do organismo social e do próprio ser humano.

As instituições sociais surgiram devido à vontade humana de procurar se agregar (a pólis). É importante, doravante, que a “força de vontade atuante” seja direcionada para o “crescimento do outro” na comunidade de vida.

Não se deve entender este membro do organismo social como algo estanque, hermético, como se fosse só “produtivo” dentro de um trabalho intelectual ou meditativo ou dentro da Religião. Muito pelo contrário, a vida do indivíduo (espiritual) só se torna produtiva dentro do mundo, ou seja, ela só “nascerá” se ingressar na vida econômica. Como conceito, a vida do “indivíduo” tem a ver com a educação, o ensino, a cultura, a ciência, a arte, a sabedoria etc, que se situam dentro dele como qualidade espiritual livre (liberalismo) e que se deve realizar no mundo como “bom produtor moral” (ou seja, trabalhar para os outros).

Mas, por ignorância dos governantes, o Estado induz uma ciência, uma pedagogia, uma cultura, uma medicina, uma sociedade, uma economia,... com finalidades “egoístas”, da supremacia estatal. O mesmo se pode dizer da hipertrofia econômica ou neoliberalismo. No entanto, se a vida espiritual do indivíduo não recebe a liberdade necessária para crescer e desabrochar, essa “força” retrocede e se transforma em “egoísmo” doentio na vida individual, em “guerra” na vida política e em “concorrência” na vida econômica (entre produtores). E os consumidores passam a reivindicar para si direitos “ilimitados” de escolha para todas as possibilidades de prazeres que se possam comprar.

No fundo, o que está faltando no organismo social trimembrado é a “Vida Cultural”, que deve nutrir espiritualmente a atuação do homem, para que ele se torne “moralmente produtivo”. 

Como se viu, o Estado tem outras específicas funções e precisa acordar para a sua realidade social, enquanto que a economia tem outras missões. Há a necessidade de se concretizar a Vida Cultural no mundo; e uma das metas deste órgão no organismo social deverá ser o de fomentar a atividade cultural, a ciência, a educação, a de promover o indivíduo na sociedade, a de integração internacional etc. O dinheiro, que é um instrumento da vida espiritual no mundo, deverá ser usado com esse objetivo. Para isso, será preciso criar um departamento específico, dentro do CCB, no sentido de que o dinheiro cumpra o seu papel econômico, social e individual. Esse departamento deverá funcionar como Banco social — a sugestão é agregar o BNDES (vide outro artigo do autor a respeito) para cumprir sua missão de “Banco Social”.

Também outros departamentos devem ser criados dentro do CCB, como a questão de ensino, profissões, cultura, arte, ciência etc. Mesmo que o Ministério da Cultura (MEC), Ministério da Saúde (MS) etc continuem atrelados ao Estado, nas suas funções burocráticas, a questão de buscar suas “racionalidades” devem ser prerrogativas do CCB.

Portanto, tanto a vida do indivíduo, como a vida jurídica, como a econômica precisam do “alimento” que vem da esfera da Vida Cultural. No primeiro caso, precisa-se resgatar a dignidade humana ao entender o ser humano como ser que precisa se realizar no mundo; em segundo lugar precisa-se elaborar “leis” mais condizentes com a condição humana, que se fundamentem na vida do “direito”; e em terceiro lugar, necessita-se da participação de pessoas com “juízo econômico”, que entendam da prática econômica, que possam fundar “associações econômicas”, para dar um rumo certo à realização do homem no mundo. Com relação à “circulação do dinheiro”, que é uma função bancária, deveria ser integrada à Vida Cultural (CCB). Assim o dinheiro poderá assumir a sua verdadeira e específica função no mundo = para a pessoa moralmente produtiva.

Nesses termos pede-se deferimento

Atenciosamente

Dr. Antonio Marques
Membro do CCB

A ORIGEM DO “SOCIALISMO”





Seu criador foi Henri de Saint Simon (1760 - 1825) que defendeu a tecnocracia (governar através da técnica) e o planejamento industrial. Seu lema era: “cada um segundo sua capacidade; a cada capacidade segundo seu trabalho”. Sua visão apontava para o trabalho como gerador da produção econômica; e desta beneficiaria a todos. Exigia-se “trabalho” para gerar produção. Ou seja, deve-se trabalhar para o social, para o outro.

Depois Noël Babeuf retirou a fundamentação teológica, para distribuição de riquezas e propriedades, para diminuir a distância entre ricos e pobres. Ou seja, suprimiu-se o “trabalho” para entrar no final: a divisão de riquezas. Dessa maneira estava se cumprindo a Utopia de Tomás Morus, a “ilha da felicidade” (você merece ser feliz) - dividir as riquezas, mas sem trabalhar.

Finalmente Karl Marx levou a extremo, dizendo que para conseguir o que Babeuf dizia, seria conseguido através da luta de classe e da ditadura do proletariado (= comunismo).

Portanto, é preciso resgatar e salvar o Socialismo para sua finalidade precípua, conforme seu criador acima: “cada um segundo sua capacidade de trabalho”. Ou seja, socialismo significa trabalhar para o social, para os outros, significa nos tornarmos moralmente produtivos.
“Socialismo rima com Moralidade”. Por isso deve fazer parte do organismo social como um todo. Assim como nosso organismo físico é dividido em três partes (cabeça, tronco e membros), também o organismo social é trimembrado:

Liberalismo — Vida Cultural/Espiritual (liberdade)
Democracia — Vida Jurídica/Política (igualdade)
Socialismo — Vida Econômica (fraternidade)

Esta citação de Steiner mostra que cada esfera do organismo social tem que trabalhar em integração com as demais — toda vez que uma área sai do conjunto, gera-se uma patologia social:

Liberalismo —> neoliberalismo
Democracia —> ditadura
Socialismo —> comunismo

“A humanidade não terá mais o que dizer, se não estruturar seu organismo social no sentido da trimembração: do socialismo para a vida econômica; da democracia para a vida do direito (ou do estado); e a liberdade ou do individualismo para a vida do espírito”.
GA 206, palestra de 9.8.19 p.18 Col RYS.


Antonio Marques

A ORIGEM DA ESQUERDA




Como surgiu a Esquerda no cenário político mundial? No passado remoto existia a monarquia, um povo governado por um Raja (na antiga Índia) ou um Rei (como conhecemos). A Esquerda se consolidou na Assembleia Constituinte da Revolução Francesa (1789), onde dois grupos se sentaram: “à esquerda” (la gauche) e “à direita” (la droite) ou monarquistas.

Isso só ocorreu porque não tivemos o reinado do príncipe Kaspar Hauser von Baden, neto de Napoleão, que iria governar a Confederação do Reno (Rheinbund). Raptado ao nascer (1812), para ser prisioneiro até seus 16 anos e solto em Nüremberg (Alemanha) — para ser assassinado em seguida. Esse principado iria trazer os três ideais “Iluministas” (1700): liberté - egalité - fraternité, através das Cartas Estéticas de Schiller (vide o livro “Psicologia Goethiana” - Ed. Barany - SP, deste autor).

Em decorrência de não termos tido esse principado, nasceu a Esquerda Socialista como força política polar ao poder constituído direitista, através do “Manifesto Comunista”, de Marx und Engels (1848). E inicialmente vemos essa força se mostrar em três ocasiões, antes de difundir mundo afora:

1) Adolf Hitler fez oposição pesada à República de Weimar (direitista) com uma plataforma política de ser “contra o capitalismo” (e comunismo, seu oponente no Parlamento) como sendo parte da conspiração judia. Tentou golpe de Estado, mas foi preso. Depois de solto caiu nas graças do povão e entrou no Partido dos Trabalhadores alemão - depois Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (1919). Como chanceler começou sua maquinação para impor sua ideologia esquerdista = contra tudo o que havia de direita até então. Para isso precisava de um bode expiatório - o povo judeu.

2) Vladimir Lênin, do Partido Bolchevique, liderou a Revolução Russa de 1917, derrubando a monarquia czarista de Nicolau II e fundando a União Soviética.

3) Benito Mussolini, líder do Partido Nacional Fascista Italiano (1921), o qual nasceu em parte como reação à Revolução Bolchevique (1917), em parte contra as ideias liberais democráticas pós I Guerra e às fortes lutas dos trabalhadores e seus sindicatos. O detalhe mais importante: esse movimento político se insurge contra o rei Vítor Emanuel III na “Marcha sobre Roma (1922), para instaurar seu regime esquerdista fascista.

Portanto, só teremos paz entre as pessoas e suas ideologias partidárias, se resgatarmos as bases do “organismo social trimembrado”, entre:

Liberdade — para o indivíduo - com a criação do Centro Cultural do Brasil (CCB), a ser instalado em Brasília (DF)

Igualdade — perante as leis (vida jurídica/política)

Fraternidade — produzir e consumir (economia)

Antonio Marques

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO




Em primeiro lugar temos que perguntar a respeito dessas ondas de viroses que nascem na China. Teoria da Conspiração? Estranhamente toda vez que o governo comunista chinês se vê em situação de desabastecimento ou de inflação, surge uma virose em seu território e se espalha rapidamente mundo afora, provocando “crash” nas Bolsas de Valores — menos na China, que consegue ter saldo positivo (UAU, Deus é chinês), inclusive comprando indústrias europeias e norte-americanas, como ocorrido recentemente. Essas são evidências difíceis de se explicar. Vamos lá:

Em 1960, virose asiática. Certos autores acreditam que tenha ocorrido mutação entre patos selvagens e cepas humanas — China.
Em 2002, SARS-Cov (Síndrome Respiratória Aguda Grave) — China.
Em 2003, gripe aviária (H5N1) — China.
Em 2009, gripe suína — China.
Em 2020, corona vírus, como mutação do SARS-Cov-2 (COVID-19) — China.

Em segundo lugar, até jornais famosos começam a levantar hipóteses dedutivas. The Washington Post noticia que a pandemia mortal de vírus animal se espalhou globalmente e pode ter se originado em um dos dois laboratórios (secretos) de Wuhan, vinculados ao programa chinês de guerra biológica, que trabalham com vírus mortais.

Esse novo vírus é um SARS-Cov-2, mutação do anterior, com grande capacidade de disseminação, atacando garganta e depois o pulmão, provocando inflamação e depois fibrose = morte. Por isso seus sintomas: dor de garganta, febre e tosse seca. Isso ocorre em pessoas vulneráveis e idosas. Pessoas resistentes apresentarão gripe forte (mais de 80% dos casos).

Prevenção: estarmos fortes espiritualmente (não absorver o mal). Como medicamento: Infludo - 10 gotas (criança) ou 30 gotas (adulto), de 12/12h. Em locais sem acesso aos remédios Weleda, formular o medicamento:

Ferrum phosphoricum D8
Mercurius solubilis D8
Eucaliptus D1
Aconitum D1
Silícia D8
10 gotas (criança) ou 30 gotas (adulto) 2x/dia


Melhorar a condição alimentar. Ex. Pela manhã “müsli” (granola + frutas + iogurte + Própolis verde - 3 gotas + raspinha de limão congelado).

Sinais de infecção: repouso imediato e deixar a febre combater o vírus. E procurar um médico. Em casos de vulneráveis: aumentar os anticorpos com Viscum (suíço).

Antonio Marques

CORONAVÍRUS e ECONOMIA




Toda doença ou crise é uma chance para repensarmos sobre nós mesmos e sobre o mundo em que vivemos. O que podemos aproveitar deste coronavírus? A separação compulsória das pessoas nos levou a uma tomada de auto consciência, como fator de crescimento individual, como ser autônomo e a refletir sobre nossa atuação no mundo — através do “trabalho”.

Com o mercado paralisado, queda na arrecadação e o perigo iminente de perda de emprego, “patrão e funcionário” foram obrigados a sentar e discutir sobre o trabalho. Ambos precisam procurar uma solução — sem intermediação sindical, instituição esta, resquício da Idade Média, de interesse classista e que não entende como funciona a engrenagem da economia.

Ambos começaram a vestir a camisa da empresa, pois é daí que usufruem lucro e salário (ou remuneração). Ambos tiveram que abrir mão de certas regalias para sobreviver: diminuição de trabalho com diminuição de ganho. Eles chegaram ao “valor agregado”, cujo significado traduz que ambos trabalham para o mesmo objetivo. Como funciona isso?

Vamos começar pela questão salarial: “pagar pelo trabalho” vem do tempo em que ainda existiam escravos, quando o ser humano era vendido como mercadoria. Essa visão distorcida ocorre justamente por faltarem as questões básicas na troca de valores: “trabalho versus salário”. Assim se estabelece uma falsa noção do chamado vínculo empregatício. O “mercado de escravos” transformou-se em “mercado de trabalho”. Esse é um dos motivos de o “egoísmo” do patrão usurpar o trabalho alheio. Em contrapartida, o funcionário se transforma em um auto-sustentador. Ou seja, ele trabalha para si, egoisticamente para o seu salário. Como se sabe, pela “divisão de trabalho”, ninguém trabalha para si, mas se trabalha para os outros, para as necessidades dos outros. O trabalho também não é mercadoria, e não será o número de horas trabalhadas que resultará no salário correspondente. Como fica isso? A questão salarial precisa ser melhor esclarecida, através de outro enfoque: Para começar uma empresa, o industrial ou o pioneiro, precisará de “capital” para iniciar o empreendimento, “solicitar terras”, maquinários, pagar os juros do “empréstimo” etc. O restante do que entra é o valor proporcionado por todos os que trabalham naquele serviço. Denomina-se “valor agregado”, ou seja, “valor” que pode ser repartido entre todos os que participam desse crescimento empresarial. Portanto o salário constitui a participação no “valor agregado” da empresa. Por isso o salário não é “despesa” e nem corresponde ao “preço do trabalho”. Aliás, o que é vendido não é o trabalho, mas sim o “produto” do trabalho. Por isso a palavra certa para “salário” é remuneração e isso traduz o “valor do trabalho” e não o seu preço. O produto do trabalho, no fundo, pertence ao funcionário. Nesse caso, toca-se num problema crítico, que é a relação de trabalho. Ou seja, não se troca o trabalho por qualquer outra coisa, pois não existe um valor que possa definir o “trabalho” de outro elemento. Em verdade, o que ocorre é uma troca de valores. O funcionário produz algo e o empresário apenas lhe compra o produto final. Portanto é o empresário quem compra os produtos do trabalhador e, com seu espírito empreendedor empresarial, consegue usufruir o lucro na circulação da mercadoria, através do preço. Portanto, o preço tem a ver com a mercadoria e deve ser procurado entre os comerciantes, aqueles que compram e vendem. Desse modo, nas relações de trabalho, ocorre uma verdadeira compra. Por isso a “relação empregatícia” deve ser baseada em novos elementos de “troca”, entre os dois interessados: o empregador e o empregado. Ambos têm um objetivo comum, o de crescimento da empresa. Ou seja, ambos disputam adistribuição de rendimentos, o “valor agregado”.

Por isso, Economia tem a ver com “produção, circulação e consumo de bens materiais para satisfazer as necessidades humanas”. No fundo, significa a “realização do homem no mundo”. A mercadoria é colocada em um fluxo globalizado, mundial, para ser consumida. É preciso que os três interessados, na vida econômica, “o produtor, o comerciante e o consumidor”, ou seus representantes, se reúnam em “Associações Econômicas”, no sentido de traçar as verdadeiras metas econômicas. Só assim se poderá controlar o preço, valorizar o trabalho humano e atender aos interesses do consumidor!

Acho que o mundo irá mudar depois desta epidemia. Se não mudar, outra epidemia virá para nos ensinar.

Antonio Marques
Membro do Conselho Cultural do Brasil (CCB)


ÍNDICE

Bloco 1 Abuso de Autoridade  O Fim da Política  Violência na Política  O Estado Teocrático  A Intromissão Estatal Imperium Estatal ...